domingo, 26 de agosto de 2012

Os espelhos e as reflexões em "Persuasão"

 As heroínas, coadjuvantes e antagonistas de "Persuasão" e seus "encontros com o espelho":
     
     Anne Elliot com toda certeza  tinha consciência de seu amor por Wentworth, mas racional e submissa, entendeu que não seria um bom casamento (na época), tentava outras aproximações, mas a sombra do Capitão estava em seu coração, quase fazendo com que ela perdesse o fôlego toda vez que o via; estava certa que ele não a perdoaria, mas se isso acontecesse, faria toda a diferença.


     Elizabeth Elliot tinha em seu espelho o reflexo irreal, tanto de seus predicados, quanto da admiração masculina por ela. Ao seu ver, Anne era bem inferior se comparada à ela. Mas teve que aceitar:

      Louisa Musgrove estava certa de sua conquista. Era determinada e tinha em mente que conseguia o que queria, bastava querer e "se jogar". Talvez tenha compreendido que as atitudes pensadas são mais acertadas.

   Henriquetta Musgrove também tentou conquistar Cap. Wentworth; posição e dinheiro eram critérios de um bom casamento, mas uma reflexão é sempre bem-vinda.

     Quem leu, refletiu sobre muitas coisas. E você? Refletiu sobre algo importante nesta obra? Esperar e perdoar valeu a pena? Compartilhe sua opinião deixando um comentário.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Os espelhos e as reflexões em "Emma"

   As heroínas, coadjuvantes e antagonistas de "Emma" e seus muitos "encontros (e desencontros) com o espelho":

   Jane Fairfax, sentia sua situação com Frank Churchill quase insuportável:
 

    Harriet Smith, confiou no bom senso de Emma, mas o seu próprio falava mais alto:

     Emma Woodhouse enxergava as coisas como pretendia. Achava que sua intuição não falhava (com os outros) mas teve que admitir em algo bem diante de seu nariz:
     A obra "Emma" mostra o caráter fútil de muitas pessoas, o comportamento descompromissado de uma moça que "acha" e julga a sua maneira e que parece brincar de bonecas, aparentemente sem problemas, nem mesmo com o casamento (coisa muito difícil para as moças daquela época) e que de repente descobre que as coisas são bem mais sérias; e é assim com muita gente...

    Quem leu "Emma"  refletiu sobre muitas coisas. E você refletiu sobre algo importante nesta obra? Compartilhe sua opinião deixando um comentário.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os espelhos e as reflexões em "Razão e Sensibilidade"

  Em alguns momentos, as reflexões são tão imprescindíveis quanto os espelhos. 
  Muitas vezes as conclusões são definitivas, outras, momentâneas e isso não depende de nós, mas dos acontecimentos. 
       As heroínas, coadjuvantes e antagonistas desta obra e seus "encontros com o espelho":

     Elinor Dashwood, mesmo sabendo que Edward e Lucy Steele estavam noivos ainda tinha uma ponta de esperança, até quem ouviu que Mr. e Mrs Ferrars tinham sido vistos, recém-casados.


    Marianne Dashwood, da mesma forma, percebeu que tinha que mudar sua rota. Willoughby era caso perdido.

       Lucy Steele...quando o amor pelo dinheiro é maior e a herança não existe mais, até onde vai o interesse em se casar?

      Em minha opinião, "Razão e Sensibilidade" além do famoso dueto: Elinor-razão e Marianne-coração  que todo mundo  nota, tem talvez o caráter mais romântico das obras de Jane Austen. 
     Este livro retrata muito (entre outras coisas) o caráter sentimental, as ilusões, o compromisso de um noivado, as decepções amorosas, reconhecer que há sempre uma nova chance para o coração , enfim, a descoberta do sentimento amor em todos os sentidos, até mesmo quando esse é pelo pelo dinheiro. 

     A obra "Razão e Sensibilidade" já fez muitos refletirem sobre vários aspectos do comportamento humano. E você? Já leu? O que fez você refletir? Deixe sua opinião com um comentário?
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sábado, 11 de agosto de 2012

Jane Austen, os espelhos e as reflexões

   Que coisa interessante são os espelhos! Coisa antiga (séc XII) e que ninguém vive sem (pelo menos não que eu saiba). 
     Antes de ser como é agora, foi também as águas cristalinas de um riacho ou lago, mas todo mundo sente essa necessidade quase que de sobrevivência em se refletir, de se ver e de saber como é visto pelo outros. É colocar um chapéu, uma roupa, um óculos, enfim, tudo tem que passar pelo controle de qualidade de nosso "senso do ridículo", afinal quem arrisca sair por aí apenas confiando em alguém que diz: -Tá lindo! Aqui falando do espelho material, que se compra por aí afora, mas...e o espelho interior? Hum... Aí é que mora o perigo! Pode ser de vários tipos:
- Enorme! Super limpo, que dá pra se ver de corpo inteiro, ótimo por sinal.
- Pode até ser bom e grande , mas está em um local pouco iluminado.
-  De mão, só dá pra ver o rosto.
- De mão, mas com aumento, algumas imperfeições ficam mais visíveis.
- De mão, super pequeno que mal dá pra enxergar a ponta do nariz.
- Com a prata corroída, cheio de pontinhos pretos.
- Quebrado.
- Sujo e embaçado.
     Não é brincadeira, nossos espelhos internos são assim, como os externos: Quem nunca conheceu uma pessoa que literalmente "não se enxerga"? Ou aquele que se acha o máximo? Ou que se acha um nada? Ou ainda, o que dizemos que não tem espelho em casa, pois só vê defeitos nos outros? É da mesma maneira que utilizamos nosso espelho interior, ou melhor, como refletimos nossa "imagem" tanto física quanto  psicológica. 
  Jane Austen era uma mulher muito crítica, já sabemos disso e esse fato fazia com que seu senso de reflexão sobre as coisas fosse muito grande, tanto que temos as famosas frases sobre comportamento e caráter que mostram como ela e seus personagens percebiam o mundo ao redor. 
     Em suas obras ela mostra pessoas de várias classes sociais e com vários tipos de personalidade e caráter, muitas vezes achamos maravilhoso o que esse ou aquele falou, 
por que nosso tipo de reflexão sobre os fatos é semelhante, mas outras, pensamos: - Será que ele (ela) não se toca? Não tem espelho em casa?
    Algumas vezes os fatos vão acontecendo e chega uma hora em que é preciso uma REFLEXÃO interior; olhamos pra dentro de nós e aquela voz interna chamada "consciência" nos diz ou mostra a realidade,
como aquelas vezes em que a gente passa por um espelho público e pensa: - devo estar descabelada... e se prepara para o choque!!! É hora de tomar uma atitude ou cair em si sobre uma realidade. 

    Isso me faz lembrar um fato cômico: minha bisavó, italiana, certa ocasião foi viajar com minhas tias; já estava bem avançada em idade e com certeza já não tinha mais o hábito de ficar se olhando no espelho ou se via pouco. Ela tinha uma irmã mais velha, chamada Josephina (acho que até já falecida na época) que fazia muito tempo que não via e quando entrou em um toilette todo iluminado e se viu no espelho, exclamou assustada: 
     - Mamma mia!!! A Pina!!! 
     Se viu e pensou que estava vendo a irmã, por certo elas eram parecidas, mas ela havia se tornado mais velha e não tinha se dado conta. 
     
     Quantos não fazem o mesmo, são uma coisa e se enxergam outra. Penso que não seria má ideia fazermos como Mr. Elliot e encher nossas casas de espelhos (de preferência internos) afinal, ninguém gosta de ficar se enganando, vendo o que não é ou passar ridículo diante dos outros. 
   Nos próximos posts serão abordadas algumas reflexões "de sucesso" de personagens femininas, dentro de cada obra. Aqueles momentos "em cima do muro", "hora de tomar uma decisão", "caiu a ficha", os momentos que cada uma olhou para dentro de si e enxergou algo relevante.
    Bem, depois desse lero-lero, a moral da estória: Espelhos são ótimos!!! E imprescindíveis!!!                                      
Foto:
huijiagift.com
kaboodle.com

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As heroínas de Jane Austen foram à manicure.

     É claro que não foi de verdade, quer dizer, foi mais ou menos... Bem, foi um joguinho, uma brincadeirinha, pois sinceramente nem sou fã de esmaltes, mas quis fazer um passatempo pra quem conhece cada uma das heroínas dos livros de Jane Austen. Não coloquei todas, é claro, mesmo porque é legal equilibrar também as antagonistas, pra se ter melhor a ideia do jeito de ser das heroínas e notar melhor as diferenças, pois são muitas.
   Fiquei imaginando de quem poderiam ser essas mãozinhas...
    A modesta e recatada Fanny Price (Mansfield Park), preferiu usar só uma base.
    Anne Elliot (Persuasão) também não gosta de chamar muito a atenção (nem mesmo do Capitão Wentworth), achou que um rosa antigo seria a cor ideal.
   Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito) escolheu um rosa champagne  feminino e jovial e aproveitou para ostentar o maravilhoso anel de noivado que recebeu de Mr Darcy.
     Jane Bennet (Orgulho e Preconceito) também quis mostrar seu lindo anel de   futura Mrs. Bingley e combinou usando um tom lilás bem suave.
    Elinor Dashwood (Razão e Sensibilidade) prefere algo básico, então optou por um tom de areia bem suave.
   Catherine Morlan (A abadia de Northanger) gostou dos desenhos nas unhas. Escolheu uma base com "poás"  rosa e amarelo.
    Emma Woodhouse (Emma) quis algo alegre e moderno e pediu um turquesa claro.
    Mary Crawford (Mansfield Park) é uma dama refinada e gosta de exibir suas mãos de "femme fatale" com lindas jóias e o tradicional vermelho "love that red".
   Miss Bingley (Orgulho e Preconceito) gosta de suas unhas mais longas (afinal não move uma palha) e optou pelo lindo cor de uva, combinando com a ametista do anel.
    Marianne Dashwood (Razão e Sensibilidade) também gosta de unhas longas, mas foi de "francesinha", jovem e delicado.
    Lydia Bennet (Orgulho e Preconceito) gosta de inovar. Um cinza claro com estrelinhas azuis é próprio de uma adolescente sonhadora e que vive no "mundo da lua".
  "Kitty" Bennet (Orgulho e Preconceito) achou o máximo saltear coraçõezinhos cor-de-rosa sobre uma base incolor, puro romance adolescente.

    O esmalte como conhecemos hoje em dia só foi comercializado a partir de 1920, sendo assim, as tais heroínas não tinham acesso aos tais vidrinhos coloridos. Já pensou se tivessem???
Fotos:
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Anne Elliot, a chuva e Captain Wentworth pensando nela.

     Depois que fiz a postagem sobre O guarda-chuva nas obras de Jane Austen, pensei como seria bonito colocar a linda cena de Persuasão (1995) onde estão todos numa confeitaria em um tempo chuvoso e Cap. Wentworth oferece um guarda-chuva à Anne Elliot num gesto pra lá de singelo: uma mistura de acanhamento com romance, de vergonha com cuidado, sei lá... resolvi colocar no vídeo (de 50 segundos) um trecho de uma música que me veio em mente logo em seguida: "Pensando nela"; uma  versão de sucesso na época da jovem guarda com os "Golden Boys" (regravada recentemente pelo grupo "Roupa Nova") e que meu pai ouvia frequentemente.    
   Sempre achei essa música super romântica e pensava no pobre coitado que tinha oferecido um guarda-chuva (ou uma carona) ao seu amor e teve sua ajuda negada... Acho que casou com essa cena:
video